“Oferece uma reposição eficiente de ferro para tratar anemia ferropriva em diversas
condições clínicas, incluindo insuficiência renal crônica, perdas sanguíneas e intolerância ao ferro oral.”
A carboximaltose férrica é um complexo de ferro utilizado para reposição intravenosa em casos de
anemia ferropriva. Projetada para liberar ferro de forma controlada e minimizar a toxicidade, ela é
composta por um núcleo de hidróxido férrico estabilizado por carboximaltose, formando uma matriz que regula a liberação do ferro. Após a administração intravenosa, o ferro é distribuído para o sistema reticuloendotelial, liberado gradualmente e excretado principalmente pelas fezes. Sua farmacocinética permite a administração de altas doses em uma única infusão, com meia-vida terminal de 7 a 12 horas e tempo de residência de 11 a 17 horas. É eficaz em pacientes com anemia associada a condições crônicas ou má absorção de ferro via oral, como insuficiência renal, doenças inflamatórias, e após cirurgia bariátrica, otimizando a reposição de ferro e reduzindo a necessidade de transfusões.
Indicação
Anemia Ferropriva em Pacientes com Insuficiência Renal Crônica: A carboximaltose férrica é indicada para pacientes com insuficiência renal crônica que desenvolvem anemia ferropriva devido à dificuldade do organismo em mobilizar ferro, comum em doenças inflamatórias crônicas como artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal.
Anemia Ferropriva em Pacientes com Perdas Sanguíneas Agudas ou Crônicas: Em casos de anemia ferropriva causada por perdas sanguíneas agudas ou crônicas, a carboximaltose férrica pode ser utilizada para uma rápida e eficiente reposição de ferro.
Anemia Ferropriva em Pacientes com Intolerância ou Falha ao Tratamento Oral: Para pacientes que não toleram ou falham no tratamento oral de ferro, a carboximaltose férrica oferece uma alternativa eficaz com administração intravenosa.
Anemia Ferropriva em Pacientes Pré e Pós-Operatórios: A carboximaltose férrica é indicada para a correção rápida da anemia ferropriva em pacientes antes e após procedimentos cirúrgicos, ajudando na recuperação e na manutenção dos níveis de ferro.
“Em todas essas situações, a Carboximaltose férrica se destaca como uma solução terapêutica eficiente, especialmente quando há necessidade de uma reposição rápida e controlada de ferro.”
A dose de carboximaltose férrica deve ser determinada pelo médico com base no peso corporal e níveis de hemoglobina do paciente. Para pacientes com menos de 35 kg, a dose não deve exceder 500 mg. Em pacientes com hemoglobina ≥ 14 g/dL, recomenda-se uma dose inicial de 500 mg, com monitoramento dos níveis de ferro. A dose única máxima é de 1.000 mg (40 mL) por dia ou 20 mg/kg de peso corporal, e não deve ser administrada mais de uma vez por semana.
2 a 4 mL 50 a 100 mg 50ml 15 min.
4 a 10 mL 100 a 250 mg 100ml 30 min.
10 a 20 mL 250 a 500 mg 250ml 45 min.
20 a 40 mL 500 a 1000 mg 250ml 60 min.
A administração intravenosa pode ser feita por injeção ou infusão. Para injeções, doses até 200 mg não têm tempo específico, entre 200 mg e 500 mg deve ser administrada a 100 mg/min, e doses entre 500 mg e 1.000 mg devem ser dadas em 15 minutos. A infusão pode ser de até 1.000 mg (40 mL). A carboximaltose férrica deve ser diluída apenas em solução estéril de cloreto de sódio 0,9% e infundida lentamente a 30-40 gotas/min. Antes da administração, a solução deve ser inspecionada para garantir que está homogênea e livre de sedimentos. A sugestão de uso geral é de 250 mg (10 mL) diluídos em 100 mL de SF 0,9% e infundidos em 30 minutos.
Os estudos pré-clínicos indicam que a carboximaltose férrica não apresenta riscos especiais para humanos em termos de farmacologia de segurança, toxicidade ou genotoxicidade. O ferro atravessa a barreira placentária e é excretado no leite em quantidades controladas. No entanto, a administração intravenosa pode provocar reações de hipersensibilidade. Reações adversas devem ser monitoradas por pelo menos 30 minutos após a aplicação. É crucial evitar extravasamento venoso para prevenir hiperpigmentação e irritação cutânea.
REFERÊNCIAS BIOGRÁFICAS
1.
Derman R et al. A randomized trial of iron isomaltoside versus iron sucrose in patients with iron
deficiency anemia. Am J Hematol. 2017 Mar;92 (3): 286-291
2. Auerbach M et al. Aprospective, multi-center, randomized comparison of iron isomaltoside 1000 versus iron sucrose in patients with iron deficiency anemia; the FERWON IDA trial. Am J Hematol. 2019;94(9):1007-1014
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